Empresas de internet decretam o fim do currículo no Brasil

Seguindo a tendência mundial, companhias brasileiras passam a utilizar, cada vez mais, um único critério em seus processos seletivos: a presença na web.

Será o fim dos CV?
Será o fim dos CV?

Pouco mais de um ano atrás, o estudante de sistemas de informação Estevão Mascarenhas, então com 19 anos, passou por uma situação curiosa. Ele começou a interagir nas redes sociais, sem saber, com seu futuro patrão. No fim de 2010, Horácio Poblete, presidente da startup Ledface, começou a seguir o jovem no Twitter por indicação de amigos – que, por sua vez, não tinham qualquer ligação direta com o universitário. Empregador e funcionário em potencial começaram a discutir empreendedorismo pela rede de microblogs, até que Horácio tivesse intimidade o suficiente para solicitar a Estevão que o adicionasse em seu Facebook. Depois de três meses de observação virtual intensa, o executivo finalmente se convenceu de que o estudante era um profissional que, além de qualificado tecnicamente, identificava-se com os valores da empresa. A proposta veio em seguida. Estevão largou a faculdade na Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI), em Minas Gerais, e mudou-se para Campinas, em São Paulo, de emprego novo, sem ter enviado ao menos um currículo.

Casos como esse são cada vez mais comuns no país. Não chega a ser novidade que as companhias ‘bisbilhotem’ os candidatos nas redes sociais antes de chama-los para entrevistas. De acordo com uma pesquisa da empresa de recrutamento americana Robert Half, 63% das companhias brasileiras consultam perfis de candidatos nas redes de relacionamento. Mas até então esse procedimento era complementar. “No final, os recrutadores cruzavam os dados do currículo, as impressões da entrevista formal e as individualidades dos candidatos com base em suas informações de perfis na web”, explica Bernardo Entschev, CEO da recrutadora de executivos De Bernt Entschev. Hoje, no entanto, já existem empregadores – ao menos no caso de grupos que trabalham diretamente com tecnologia da informação – que vão além. Elas ousam dispensar completamente o currículo. A ideia é analisar, não só a capacidade técnica, mas também valores, o nível cultural e a intimidade do candidato com a internet e sua popularidade apenas por intermédio de suas pegadas na web.

No Brasil, o processo é, por enquanto, restrito a empresas focadas no mundo digital, sobretudo para vagas de estrategistas de mídias sociais. Nos Estados Unidos, porém, até o mercado financeiro adotou a nova política. Recentemente, a empresa de capital de risco Union Square Ventures – que já investiu em pesos pesados da internet como Twitter, Foursquare e Zynga – pediu que os candidatos a uma vaga de analista de investimentos enviassem apenas links que representassem sua interação na web, como contas no Twitter ou no Tumblr.

A rede social LinkedIn é a escolha mais óbvia para o recrutamento via rede social justamente porque já contém uma espécie de currículo embutido. Contudo, não é este histórico profissional o ponto forte dela, dizem os especialistas. O que os recrutadores buscam é saber com com quem o candidato está conectado, quantas recomendações ele tem de pessoas influentes e se participa ativamente de grupos e discussões relacionadas à vaga que pleiteia. “Além de LinkedIn, costumo pedir a URL de algum agregador de todos os perfis do candidato em redes sociais, como Twitter, Facebook e Tumblr, para que possa analisar a presença online dele”, diz Alexandre Inagaki, especialista que presta consultoria em mídias sociais para clientes como Bradesco e Coca-Cola. Inagaki explica que, a partir das URLs de referência, consegue analisar, além da rede de contatos, a bagagem cultural, a capacidade de produzir conteúdos originais de qualidade e a performance do candidato na hora de adaptá-los a diferentes linguagens. “Contrato pessoas residentes em qualquer lugar do país”, completa.

Na startup GetNinjas, uma espécie de Mercado Livre para serviços, todos os candidatos precisam ter a “internet na veia”; mesmo que não estejam concorrendo a uma vaga para analista de mídias sociais. O presidente da empresa, Eduardo L’Hotellier, instalou um plug-in chamado Rapportive em seu e-mail que ‘denuncia’ os candidatos com base na forma como interagem nas redes sociais. No último processo seletivo para estagiário de marketing, em que os candidatos foram requisitados a enviar os perfis no LinkedIn, o empresário eliminou diversos interessados observando apenas seus últimos tweets (textos postados no Twitter).

Os processos seletivos na agência de publicidade focada em mídias sociais It’s digital são ainda mais inusitados. “Muitas vezes, pedimos apenas os dados de contato e fazemos uma pergunta aberta, como, por exemplo, ‘o que você tem feito de interessante?’ ou ‘você tem algum projeto paralelo?’. Com uma pergunta tão aberta, as pessoas acabam deixando os chavões de lado, e trazendo informações mais ricas para nós”, explica o diretor da agência, Lucas Couto.

Por Beatriz Ferrari (veja.com)

Parlamentar é punido por falta de “decoro” no Facebook

Se por um lado a internet e as redes sociais podem aproximar o político de seu eleitor e ser benéfico para a sua imagem, também existe o lado negativo do mundo virtual. O vereador Julio Cesar Sobota teve uma prova disso na última semana quando postou uma “brincadeira” no seu Facebook.

Todo “decoro” é pouco na internet
Todo “decoro” é pouco na internet

Menos de uma semana depois de faltar à sessão plenária e ir ao jogo do Atlético Paranaense, o parlamentar postou no seu perfil uma mensagem debochada pedindo um atestado médico para comparecer ao próximo jogo do time. A “brincadeira” levou o Conselho de Ética do partido do qual é filiado convocar uma reunião e ele ainda será ouvido hoje (13) pela Corregedoria da Câmara Municipal, que estuda levar o caso para o Conselho de Ética.

Na mensagem, o vereador dizia: “Aí galera da caveira, da uma força pro gordão. Alguém tem 1 atestado médico pra me emprestar ??? Quarta tem jogo do FURACÃO no campo do malutrom e se eu faltar no trampo, de novo, os cornetas de plantão (…) vão me xaropear (…). Torcida que tem a família como prioridade é a nossa cara!!!”. No final da mensagem, Sobota ainda diz “… quarta feira, estaremos lá no mesmo local, no mesmo horário, pra ajudar como sempre o nosso Furacão”.

Para a consultora política Gil Castillo, a utilização “errada” de blogs e redes sociais está principalmente relacionada à falta de compreensão de como a comunicação se dá nesse ambiente. “Assim como no mundo off line, o bom senso e a educação devem prevalecer em toda a comunicação on line. Tudo aquilo que não é aceito numa conversa pessoal, não deve ser aceito também através das redes sociais ou outros canais de comunicação on line”, afirma.

Gil ainda adverte que há uma grande quantidade de políticos que acredita que ter seus blogs e perfis em redes sociais durante as eleições, é o bastante, o que considera errado. “Na verdade é preciso pensar em conteúdo relevante e atualizado, dialogar e debater ideias, durante toda a vida política e não apenas nos períodos eleitorais”, aponta.

 Outro lado negativo da internet é que ela também pode deixar figuras públicas bastante expostas. O deputado estadual Marcelo Rangel, que se considera bastante conectado, diz que toma cuidados com ataques pessoais que acabam surgindo de adversários. Os famosos perfis fakes (falsos) são utilizados para denegrir a imagem de alguns, especialmente em época de disputa eleitoral.

“Já tivemos um caso em que meu irmão, na época candidato à prefeitura, foi alvo de ataques virtuais. Quase 100 mil emails foram distribuídos com difamações sobre ele”, conta.

Por Amanda Kasecker (bemparana.com.br)

Cuba no exigirá la censura de tuits, según bloguero oficialista

El gobierno cubano no pediría a Twitter que censure ningún tuit. Así lo informó el bloguero oficialista Yohandry Fontana, quien afirma que esta medida la escuchó de un alto funcionario del Ministerio de la Informática y las Comunicaciones de ese país.

Como se sabe, la red de microblogging anunció que a partir de ahora bloqueará la publicación de ciertos mensajes en los países que lo requieran.

La fuente del blogger cubano es anónima por lo que no se puede asegurar que la isla en verdad no solicite la intromisión de Twitter. “A 90 millas de una potencia como Estados Unidos nosotros los cubanos necesitamos saber qué dicen los enemigos de la revolución, el estar bien informados nos permite prevenir acontecimientos”, refiere la fuente de Yohandry.

Por otra parte, mañana, sábado 28, los usuarios en Twitter dejarán de tuitear en una protesta para hacer que Twitter reflexione sobre la que consideran una absurda medida.

Vídeo de fim de ano reúne artistas que apoiam o Megaupload

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=o0Wvn-9BXVc]

O clipe musical “Mega Song” foi retirado do ar após uma acusação de violação de direitos autorais pela Universal Music e republicado nesta semana.

Em um vídeo de fim de ano, celebridades apoiaram o site de compartilhamento de conteúdo Megaupload. O clipe musical chamado Mega Song chegou a ser removido do Youtube pela Universal Music, alegadamente, por infração a direitos autorais, de acordo com o portal Torrentfreak.

O vídeo, publicado no canal do fundador do Megaupload, Kim Schmitz, que foi preso hoje (20/01) na Nova Zelândia, voltou ao ar depois de uma ação movida pela empresa contra a Universal Music. Artistas como Will.i.am, P Diddy, Kanye West, Chris Brown, Serena Williams, entre outros, cantam a música, junto com o fundador do Megaupload.

O Megaupload foi retirado do ar ontem (19/01), por infração de direitos autorias da Universal Music. Em resposta à ação, o grupo de hackers Anonymous realizou ataques DDoS (Negação de Serviço) aos portais do FBI, do Departamento de Justiça dos EUA, da Universal Music, entre outros.

No clipe musical abaixo, republicado em 17/01, um dia antes dos protestos contra a censura na internet, a empresa informa que o site tinha 50 milhões de acessos por dia, o que representaria 4% dos internautas em todo o mundo.

Vídeo de fim de ano reúne artistas que apoiam o Megaupload

Fundador da Megaupload continua detido. Vergonha!

Fundador da Megaupload continua detido
Fundador da Megaupload continua detido

O fundador da página de downloads Megaupload continua em prisão preventiva e ainda não é conhecida, por parte do tribunal da Nova Zelândia, a decisão do pedido de liberdade provisória, o que deverá acontecer na terça ou quarta-feira.

Kim Dotcom, ou Schmitz, o seu nome verdadeiro, é acusado pelos Estados Unidos de estar à frente do maior portal de pirataria na Internet.

O FBI encerrou na passada quinta-feira a página da Megaupload e a investigação resultou na prisão de quatro pessoas, incluindo o fundador do site.

Juntamente com o fundador, foram detidos os alemães Finn Batato (chefe técnico do portal), Mathias Ortman (co-fundador do Megaupload) e o holandês Bram van del Kolk.

Aeroportos brasileiros terão wi-fi ilimitado

Serviço gratuito será oferecido nos 17 principais terminais do país a partir de março do ano que vem.

Aeroportos brasileiros terão wi-fi ilimitado
Aeroportos brasileiros terão wi-fi ilimitado

A internet sem fio gratuita será ilimitada nos 17 principais aeroportos do país a partir de março do ano que vem. Hoje, o wi-fi só é gratuito nos 15 minutos antes do embarque.

A Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária) tem 20 dias para contratar uma empresa de telefonia para prestar o serviço e garante que até março de 2012 os passageiros poderão se conectar gratuitamente antes de seus voos. A decisão vai valer para os principais aeroportos do Brasil.

O acesso só será gratuito no aeroporto de origem da viagem. Isso significa que o passageiro que vai de São Paulo ao Rio de Janeiro só poderá acessar a internet sem fio na capital paulista. Além disso, a internet ficará disponível apenas na área de embarque, depois do raio X.

Até julho, a conexão era paga em todos os aeroportos do Brasil. Após exigência da presidente Dilma Rousseff, durante as férias de julho um programa-piloto de wireless gratuito começou a valer, mas apenas por 15 minutos antes do embarque.

Adobe dá razão a Steve Jobs e acaba com Flash mobile

Adobe dá razão a Steve Jobs
Adobe dá razão a Steve Jobs

Em um passo surpreendente, a Adobe anunciou que não irá mais trabalhar com a plataforma Flash para dispositivos móveis. A partir de agora, o foco será o desenvolvimento de aplicações compatíveis com HTML5.

Steve Jobs, então, estava certo ao abolir o Flash de todos os seus gadgets móveis: iPod, iPhone e iPad. Em abril de 2010, o então chefe da Apple decidiu trabalhar apenas com a tecnologia HTML5 dizendo que o “Flash foi criado durante a era do PC – para PCs e mouses”.

Na época, Jobs opinou que, embora o sistema operacional dos produtos Apple seja fechado, os padrões pertencentes à web deveriam ser abertos – o que não é o caso do Flash, tecnologia pertencente à Adobe. Por isso, a empresa adotou HTML5, CSS e JavaScript.

Ao dar razão à Apple, a Adobe reconheceu que o HTML5 hoje é compatível universalmente com os grandes dispositivos móveis. “Em alguns casos, exclusivamente”, escreveu, em referência clara à Apple, Danny Winokur, VP geral de desenvolvimento interativo da Adobe.

“Estamos empolgados sobre isso e vamos continuar nosso trabalho com players importantes na comunidade HTML, incluindo Google, Apple, Microsoft e RIM, para impulsionar a inovação do HTML5 para que eles possam avançar em seus navegadores móveis”, afirmou Winokur, pelo blog da empresa.