O novo consumidor na era da redes sociais

Por Cláudio Conz

O novo consumidor na era das redes sociais.
O novo consumidor na era das redes sociais.

22/09/2011
É uma preocupação constante do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social discutir os novos meios de comunicação e a inclusão digital no Brasil

É uma preocupação constante do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República, órgão do qual faço parte, discutir os novos meios de comunicação e a inclusão digital no Brasil. Em agosto, o Facebook chegou a 30,9 milhões de usuários únicos no nosso País, ultrapassando o Orkut e tornando-se a maior rede social no País, segundo dados do Ibope Nielsen Online. A mesma pesquisa, que não contabiliza acessos a partir de LAN houses e escolas, apontou que o Orkut atingiu 29 milhões de internautas (64%) e o Twitter 14,2 milhões de usuários únicos (31,3%).

Um outro estudo, desenvolvido pela eCMetrics – agência e consultoria estratégica de mídia social – mostrou que, dos internautas brasileiros que participam das redes sociais, 16% produz conteúdo, 22% critica ou coleta (reproduz) , 36% observa, participa ou cultiva contatos e outros 26% caracterizam-se como fortes consumidores on-line e brand engagers (consome ou cria mídial social relacionada com marcas, produtos e serviços).

As mulheres com idade entre 18 e 34 anos de todas as classes sociais são as que mais produzem conteúdo nas mídias sociais e também as que mais participam criticando ou comentando. Entre os que apenas coletam informações de acordo com as suas necessidades, a maioria é composta por homens entre 18 e 34 anos, de todas as classes sociais. Já os consumidores on-line são, em sua maioria, homens e mulheres com 45 anos ou mais, membros da classe A.

Cerca de 81% dos internautas fazem pesquisa de preço on-line e 74% deles pesquisam imagens de modelos e opções. Outros 64% afirmam pesquisar detalhes de desempenho do produto e dimensões, 67% pesquisam locais de compra e 64% procuram por novos lançamentos. E 92% acessou o site de uma empresa nos seis meses anteriores à pesquisa e 53% viraram integrantes de comunidades virtuais de empresas ou curtiram a fan page de alguma empresa nos últimos 6 meses.

O estudo afirma que o brasileiro já está inserido na era web 2.0 e tem a internet como um instrumento de busca por novidades, entretenimento, informação e interação com empresas.

De olho neste novo consumidor, várias empresas brasileiras estão monitorando o que é dito sobre elas nas mesmas redes sociais. Algumas, inclusive, agem rapidamente para evitar danos à imagem corporativa enquanto outras utilizam as redes sociais para fazerem campanhas desenvolvidas nas mídias tradicionais e até mesmo para ampliar as vendas através de aplicativos próprios.

Mesmo que não saibam o que fazer agora, é muito importante que essas empresas não desistam de tentar entender essa nova realidade. Quem ainda não participa desta nova ‘classe social’ está perdendo tempo e isso pode custar caro no futuro. A internet é algo em constante mutação desde que foi criada e a sua influência sobre o nosso dia-a-dia já está mais do que comprovada.

Além disso, os brasileiros, assim com o mundo todo, estão cada vez mais engajados nesta nova realidade virtual e isso vai trazer consequencias não só para a forma como essas pessoas se relacionam com os assuntos à sua volta e com as pessoas, mas também à forma como fazemos comércio hoje em dia. Eu confesso que estou curioso para saber o que o futuro nos reserva. Será que as redes sociais serão o futuro da loja virtual?

5 dicas para usar a galeria de imagens do Twitter ao seu favor

Exibir fotos de produtos e ações corporativas pode ser o começo de um sólido processo de engajamento de consumidores em torno de sua marca.
null

Desde segunda-feira (22/8) o Twitter vem exibindo na forma de galeria as imagens carregadas pelo usuário. Isso pode facilmente se tornar mais que um recurso engraçadinho para ter grandes implicações no modo como as empresas se relacionam com clientes e consumidores.

Sua empresa tuíta imagens? Se não, é hora de começar. Para isso, você pode usar qualquer app de imagem feito por terceiros. Quando o Twitter lançar seu próprio serviço, ele irá agregar e exibir tudo que já tiver sido compartilhado.

É novato na prática? Então conheça algumas dicas valiosas sobre como compartilhar imagens pelo Twitter.

1:: Não faça spam.

Capturar uma imagem de cada produto que sua empresa oferece e empurrá-la goela abaixo a seus seguidores é uma boa fórmula para deixar de ser seguido. (Felizmente, você pode apagar as imagens arquivadas nas novas galerias.)

2:: Divulgue fotos de alta qualidade.

Isso não quer dizer que vá precisar de fotos de alta resolução (as fotos tiradas com smartphones já são boas), mas procure compartilhar apenas as imagens que você sentiria orgulho de mostrar a qualquer um – afinal, elas estarão agora arquivadas em seu perfil.

3:: Responda.

Muitos empresários têm pouco tempo para dedicar a redes sociais. Com isso, há uma tendência de compartilhar, mas não de responder. É uma oportunidade perdida. Mesmo para donos de negócio com pouco tempo disponível, responder a dúvidas ou preocupações é um jeito poderoso de fortalecer os relacionamentos existentes e alargar sua influência. Tirar uma foto para responder a preocupações ou responder a questões sobre seus produtos vai demonstrar que você está disposto a um esforço extra de engajamento. E agora esse esforço extra estará arquivado para que todos o vejam.

4:: Envolva todo mundo.

Sejamos francos, podemos ficar o dia todo no Twitter sem nos dar conta. Alivie sua carga definindo políticas claras para divulgação de imagens e outras mensagens e deixe que os funcionários tirem fotos e as compartilhem em nome da empresa. Mas permaneça envolvido e certifique-se de que as imagens que saem de sua conta no Twitter estão alinhadas com os valores da empresa.

5:: Mantenha o diálogo usando suas imagens.

Está projetando um novo sapato? Tire uma foto do protótipo e provoque sua comunidade para que contribua com opiniões. Leve os comentários a sério – eles provavelmente virão dos primeiros a comprar seu produto. Isso também poderá criar uma narrativa visual atraente por meio das novas galerias de imagem do Twitter. Assim, por exemplo, os usuários poderão ver o sapato desde o esboço até o produto final.

A nova galeria de imagens do Twitter não deve ser confundida como um add-on qualquer. Ela tem o potencial de mudar radicalmente a forma como a plataforma é usada, tanto por consumidores como por empresas. Afinal de contas, uma imagem vale mais que mil palavras – e ela não entra em nenhuma contagem de caracteres.

(Ilie Mitaru)
Fonte: idgnow.uol.com.br